Pequeno texto sobre a inveja

*Foto: Site oficial do Chelsea

Thales Minuzzi

Eu não costumo escrever sobre futebol. Embora tenha opiniões e um time ao qual sou apegado o suficiente, debater sobre o esporte a fundo não me parece uma coisa esperta a se fazer. Não sei por que, só sei que na minha cabeça faz sentido. Talvez seja porque torcer e raciocinar nem sempre andem juntos. Nem em mim, nem nos outros. Ignorem o "Vivendo Cinema" que está do lado do nome do blog. Existe uma chance grande de vocês não terem reparado a frase lá em cima. Se é o caso, não ousem procurá-la. Tanto tempo parado tira a identidade de qualquer blog. E este não é diferente. Pois bem, futebol:

Ontem às 15h30, aconteceu em Londres o jogo válido pela semifinal da Liga dos Campeões da Europa entre Chelsea e Barcelona, no estádio Stamford Bridge. Em resumo, um bom jogo, na minha opinião. Barcelona trocando passes como de costume, procurando a tal "hora certa de atacar", como eu já ouvi por aí, enfim. Enquanto isso, o Chelsea se defendia e armava contra-ataques rápidos. Um parêntese aqui, por favor.

Quanto tempo faz que não se vê uma equipe jogar como esse Barcelona joga? Com posse de bola, qualidade de passe, sempre mirando o gol? Observar a mecânica de jogo desse time é ver o futebol na sua totalidade. A cadeia alimentar da bola criou um predador perfeito que não toma conhecimento de seus rivais, simplesmente acaba com eles, naturalmente. Fecha parêntese, que monte de besteira...Sabe, existe um motivo de eu não escrever sobre futebol. Porque eu acho ele a coisa mais efêmera do mundo. Não me lembro de quase nada que aconteceu no jogo, a não ser o resultado e meia dúzia de cenas aleatórias, o Barcelona passando a bola e o Chelsea correndo, então resumindo aqui vai o que interessa: num contra ataque rápido, Lampard lançou para Ramires, que na corrida chegou na área catalã e passou para Drogba finalizar para dentro do gol. Chelsea 1x0.

Existe uma vertente de pessoas dentro do próprio esporte que acha que o Barcelona é superestimado, ajudado pela arbitragem até certo ponto. Lembro do lateral do Santos, quando ganharam a Libertadores, falando que no Japão iriam conferir se o Barcelona era mesmo 'isso tudo'. Anseiam por achar uma fraqueza no gigante catalão, algo que o desqualifiquem, por inveja. Pura inveja. Eu não estou nem aí pra essas questões técnicas, mas também tenho a minha própria dor de cotovelo. Não conseguia conceber como se porta uma torcida de um time que é simplesmente muito superior a todos os outros. Não há comentários, reclamações, só comemoração? Uma atrás da outra, sempre?

Aí tomaram o gol. A partir daquele momento, começaram a mostrar na televisão algumas cenas da torcida do Barça. Pessoalzinho tenso, roendo unha, chamando de filho da puta o cara lá que escorregou e perdeu a bola pro adversário. E eu achei graça daquilo. De repente aquele monte de espanhóis putos com o time (que nem jogou tão mal assim, diga-se de passagem, só perdeu várias chances claras de gol) estavam iguais a mim, ao torcedor do Inter, do Caxias, do Rio Grande, enfim. Eles também sabem sofrer, genuinamente, por um time de futebol, umas das atividades mais idiotas do mundo e a qual eu faço com muito orgulho (como meu time não ganha nada faz dez anos, tem que ser orgulho só pra motivar, não?). Que maravilha! Estamos na mesma barca, afinal.

Agora não pensem que eu acho isso um grande empecilho na vida do Barcelona. Aposto que no próximo jogo eles passam tranquilamente. E aí tudo volta a ser como antes. Provavelmente vão ganhar essa Liga dos Campeões também. Porque é isso que os times de qualidade fazem. Eles ganham as competições que disputam. Mas aquelas caras de preocupação dos torcedores da maior equipe da atualidade, xingando até por uma bola que escapa do domínio e vai pra lateral vai ficar na minha cabeça. Futebol é futebol em qualquer lugar, não adianta.

Foi o Guardiola mesmo que disse que "pra saber ganhar, primeiro tiveram que aprender a perder". Pois o torcedor nunca aprende a ganhar. Ele é um eterno perdedor. Doa seu coração, mente e vitalidade, grita, se escabela, comemora por alguns segundos um gol ou uma classificação. Um dia, no máximo, quando ganha título. E no outro jogo já está impaciente com o passe errado que "aquele merda lá" deu. Memória de peixe dourado, na sua essência. Torcer, a mais insensata das atividades e uma das melhores.

OSCAR 2011 - "Breves comentários posteriores"

por Lucas Rey
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Até a parte final, a cerimônia do Oscar não teve nada de grandes surpresas. O injustiçado A Origem acabou com quatro prêmios técnicos, mas perdeu no roteiro original para o Discurso do Rei. Mal sabia eu o prenúncio que esse prêmio carregava quando, depois da óbvia escolha de Firth como melhor ator, Tom Hooper tirou a estatueta que era praticamente certa (e bem mais merecida) à condução de David Fincher. A minha cara foi a de mais espanto possível, pois ali se instalaram as grandes e reais chances de O Discurso do Rei ser o filme do ano. E não foi menos surpreendente: o exemplar britânico acabou ganhando.

Mais de 12 horas depois das premiações, contudo, ainda não me conformo com a escolha da categoria principal. Não nego que O Discurso do Rei seja uma bela história, contada com cuidado e merecedora das 12 indicações. Eu mesmo saí do cinema bastante satisfeito com essa ótima metragem de atuações ainda mais grandiosas. No entanto, O Discurso do Rei, tenho absoluta certeza, é daquele tipo de filme que passa. A Rede Social, por exemplo, virará, amanhã, um grande clássico que conta a história de uma geração; A Origem será lembrada por anos por ser um dos grandes exercícios de raciocínio e complexidade do cinema; o próprio Toy Story é o retrato de um final perfeito que marcará, ao menos, uma geração inteira. Mas O Discurso do Rei, por maior qualidade que tenha (ainda que menor que os anteriormente citados), aos poucos ficará esquecido (talvez não tão esquecido em função do prêmio), porque não possui impacto suficiente para marcar.

Se rememorarmos um pouco, é muito parecido com o caso ocorrido em 2006, quando Crash - No Limite, um trabalho absolutamente comum e hoje somente lembrado negativamente nas recordações do Oscar, tirou a estatueta de O Segredo de Brokeback Mountain que, sem dúvida, é um longa muito melhor e inúmeras vezes mais marcante. Ou mesmo lembrar da injustiça com Cidadão Kane, embora sua derrota tenha um forte traço da influência advinda de relações de poder e política. Ou ainda, provocando um pouco mais, por que não duvidar do merecimento de Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, de Woody Allen, em face da revolução visual regada com uma excelente trama filosófica provocada por Star Wars? Vocês, evidentemente, podem trazer a discussão do ano passado, na disputa de Avatar e Guerra ao Terror. Só que nesse caso, além da revolução visual, uma projeção precisa possuir qualidades de roteiro, para ser um FILME marcante. E nesse quesito, todos sabem, Avatar falha de maneira bastante chamativa.

Mas quem, de verdade, (pelo bem do cinema) segue as escolhas do Oscar? Quem, por exemplo, indica Shakespeare Apaixonado, ao invés de O Resgate do Soldado Ryan ou A Vida É Bela?

OSCAR 2011 - "Palpites e preferências para levarem a estatueta dourada" - Prêmios Principais

por Lucas Rey
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A maior festa do cinema mundial está chegando e, como bom cinéfilo, eu não poderia deixar de dar os meus palpites e reforçar as minhas preferências. Para ficar mais fácil, separei os comentários por categorias.

MELHOR FILME

Para mim, o melhor do ano que passou está no mágico e perfeito Toy Story 3. É claro que não nutro muitas expectativas de que a Academia quebre um protocolo de 83 anos e dê o prêmio a uma animação, mas... quem sabe? De qualquer forma, acho que pelas últimas premiações (de sindicatos e etc.) o Oscar vai mesmo para o ótimo ("screenshot da geração F5") A Rede Social, desbancando o excelente blockbuster de Chris Nolan - A Origem -, o sensível e tocante drama independente Inverno da Alma e a bela história britânica de O Discurso do Rei. Embora (o moderno) Minhas Mães e Meu Pai e (o psicológico) Cisne Negro sejam exemplares complexos e bonitos de seus temas, devem correr por fora, assim como 127 Horas (milagre realizado por Danny Boyle), Bravura Indômita (o correto mas, mesmo assim, "nada demais" western dos Coen) e O Vencedor (que tirou a vaga de longas muito melhores, com a sua trama batida da superação americana).

MELHOR DIRETOR

Na categoria, a primeira consideração a fazer é: cadê Chris Nolan?????!!!!!!!!!! Como é que não foi indicado pela grande direção em A Origem? Uma das maiores injustiças já feitas! Sendo assim, a estatueta deve parar nas mãos do competente David Fincher, por A Rede Social, sendo seu concorrente mais ameaçador Darren Aronofsky, pelo denso Cisne Negro. A condução de Tom Hooper em O Discurso do Rei é boa (ainda que mais contida), mas aí é demais esperar que a Academia dê a uma metragem britânica o prêmio de melhor direção. Os Coen e David O. Russel (O Vencedor) não têm chance!

MELHOR ATOR

Uma das disputas mais bonitas da noite. Mesmo que tudo aponte para Colin Firth como o grande vencedor, por sua verdadeira incorporação no gago George VI, em O Discurso do Rei, os outros quatro indicados também possuem qualidade invejável. Jesse Eisenberg (meu preferido) é o personagem-retrato perfeito da geração dos computadores (em A Rede Social); (o sempre espetacular) Javier Bardem, mais uma vez, estrutura uma figura extremamente complexa e humana no longa mexicano Biutiful; James Franco segura tudo em 127 Horas, com garra e competência; e Jeff Bridges (que, realmente, está no seu grande momento da carreira) encarnaBravura Indômita quase como em sua desenvoltura premiada em Coração Louco (no ano passado).

MELHOR ATRIZ

Neste quesito, a coisa fica mais fácil. Evidentemente, não pude acompanhar as atuações de Nicole Kidman (por Reencontrando a Felicidade) e Michele Williams (por Namorados Para Sempre) porque, para variar, seus filmes ainda não estrearam por aqui. Annette Bening está muito bem como uma das mulheres do casal homossexual de Minhas Mães e Meu Pai, e Jennifer Lawrence é o verdadeiro espírito de Inverno da Alma. Contudo, minha predileta (e, provavelmente, a favorita de todo mundo) é Natalie Portman, que se doa ao papel da bailarina perfeccionista (deCisne Negro), convencendo o espectador de toda sua inocência e surpreendendo o mesmo com a sua essência sombria no ato final. Espetacular!

MELHOR ATOR COADJUVANTE

O inacreditável acontece: Christian Bale vai ganhar o Oscar. E pior: merecidamente. A entrega de Bale ao papel é tão inegável quanto seu mega-emagrecimento para fazer O Sobrevivente. E, em O Lutador, ele realmente convence (embora não tenha a mesma grandeza dos dois antecessores no prêmio, Heath Ledger e Christoph Waltz)! Dureza para Geoffrey Rush (em O Discurso do Rei), o único concorrente à altura da sensibilidade atingida por Bale. Mark Ruffalo (Minhas Mães e Meu Pai), John Hawkes (Inverno da Alma) e Jeremy Renner (Atração Perigosa) estão muito bem em seus papéis. Só que "muito bem", aqui, é pouco!

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

A disputa deve ficar mesmo com as coadjuvantes de O Vencedor: minha preferida é Melissa Leo encarnando a mãe linha-dura de Mark Wahlberg e Christian Bale, mas Amy Adams também se comporta de maneira decisiva como a namorada do boxeador. A mais próxima delas (e, talvez, até melhor que Adams) é a sempre excelente Helena Boham Carter, pela entrega no papel da mulher de George VI, em O Discurso do Rei. Honestamente, ao ver Jacki Weaver (do ótimoReino Animal) e Hailee Stanfield (Bravura Indômita), não percebi nada demais que lhes possa trazer alguma chance de conquista da estatueta dourada.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Não assisti a Another Year, mas, para mim, A Origem sai na frente pela inteligência e agilidade do roteiro em explorar o subconsciente de maneira tão primorosa (um exercício de complexidade!). O Discurso do Rei é competente ao desenvolver uma trama sólida e emocionante, a partir de um simples fato. Minhas Mães e Meu Pai possui, sem dúvida, um excelente roteiro sobre modernidade e o mundo contemporâneo. E O Vencedor é o mais frágil de todos (não necessariamente ruim!) pela sua abordagem mais tradicional, com o tema da superação.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Toy Story é o meu preferido pelo roteiro que mostra, com uma perfeição inacreditável, o amadurecimento das coisas e a despedida inevitável. É o passo final perfeito para uma trilogia perfeita. Contudo, acho que quem vai ficar com o Oscar (a meu contragosto) é A Rede Social que, inegavelmente, possui um guião ágil e bastante perceptivo. Inverno da Alma é também um belo exemplar de trabalho denso, sobre maturidade e crescimento, mas que provavelmente ficará secundarizado, ao lado de 127 Horas - cujo roteiro é realmente surpreendente em transformar aquele fato (mesmo baseado no livro) em filme - e de Bravura Indômita.


MELHOR ANIMAÇÃO

É o caso ocorrido no ano passado com Up - Altas Aventuras. Como a única animação a concorrer a melhor filme não ganharia aqui? Seria incoerência, não? Se, para mim, Toy Story 3 merece a estatueta principal, obviamente que aqui ele reina absoluto. O francês O Mágico é ótimo, assim como a elogiável projeção da DreamWorks, Como Treinar o Seu Dragão. Só que nenhum deles chega perto da perfeição de TS3. A Pixar levará a estatueta pelo quarto ano consecutivo!

OSCAR 2011 - "Palpites e preferências para levarem a estatueta dourada" - Prêmios Secundários

por Lucas Rey
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MELHOR TRILHA SONORA

Aqui, temos mais uma disputa acirrada. A Rede Social parece possuir uma trilha sonora mais discreta, porém primordial ao andamento do longa. E, por isso, acho que levará a estatueta. Já,Como Treinar o Seu Dragão parte para aquela composição orquestrada de espetáculo, justamente para que o público acompanhe as estonteantes cenas que lhe são proporcionadas. Ainda assim, lembrei um pouco das notas de Shrek quando ouvi certa parte da trilha. A Origem segue o mesmo caminho de trilha sonora mais blockbuster (mais vibrante!), enquanto O Discurso do Rei libera notas mais melódicas, calmas e sensíveis. Finalizando, 127 Horas possui composição de A. R. Rahman (de Quem Quer Ser Um Milionário), isto é, aquela trilha sonora peculiar, unindo e mixando diferentes ritmos e sons.

MELHOR CANÇÃO

Ouvindo as quatro músicas, não restou dúvidas de que são merecedoras da indicação. We Belong Together (de Toy Story 3), I See The Light (de Enrolados), Coming Home (de Country Strong, ainda inédito para mim) e If I Rise (de 127 Horas) possuem melodias diferentes e próprias entre si, mas que contagiam e emocionam; e letras igualmente belas sobre seus temas. No entanto, tendo que escolher uma predileta, fico com a de Toy Story 3, pela impecável interação de completude entre a canção e as cenas projetadas na tela, legando perfectibilidade ao significado do longa e imortalizando o ato final.

MELHOR MONTAGEM

Aqui, há uma disputa bastante intensa. Tanto Cisne Negro quanto 127 Horas possuem um trabalho de montagem excelente, que tem uma parcela primordial no impacto de suas cenas. Contudo, melhor ainda está a bela edição feita em A Rede Social, com a escolha certa das tomadas, ajudando na criação daquele clima século XXI. Figura como a minha favorita na categoria. O Discurso do Rei é melhor editado que O Vencedor, assim como é bem mais filme, contudo acredito que correrá por fora nesta categoria.

MELHOR FOTOGRAFIA

Honestamente, sinto falta da bela fotografia do português Eduardo Serra, por Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1, como concorrente na categoria. Contudo, como não se faz presente, acredito e prefiro A Rede Social no quesito, ainda que me encantem as fotografias de O Discurso do Rei, A Origem e Cisne Negro. Na categoria, Bravura Indômita também possui um belo trabalho nas imagens de velho-oeste, mas acho que não é tão atraente quanto os demais.

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Aqui, o prêmio deve ficar mesmo com os belos artifícios de A Origem. Talvez consigam fazer frente a ele Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 (seria o primeiro Oscar da franquia!) e Alice no País das Maravilhas (do qual só mesmo o visual se salva!). Homem de Ferro 2 e Além da Vida não surpreendem com seus efeitos e, por tanto, não nutrem chances de arrebatar a estatueta.

MELHOR FIGURINO

Talvez um dos únicos prêmios que o campeão de indicações, O Discurso do Rei, levará, justamente por ser competente e impecável nos figurinos da época. Bravura Indômita e Alice no País das Maravilhas não chamam tanto a atenção aqui. I am Love e The Tempest, eu ainda não vi.

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Eu daria o prêmio para Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1, porque esse último filme, realmente, surpreendeu em quesitos visuais. É provável que o prêmio vá para O Discurso do Rei ou mesmo Alice no País das Maravilhas, o que não seria tão injusto assim. Bravura Indômita e A Origem não falham na categoria, mas acho que estão mais distantes do prêmio.

MELHOR MIXAGEM DE SOM

Quando o assunto é som, normalmente os filmes com mais ação se destacam na categoria. Temos, por exemplo, como concorrente, Salt, que não deve ficar com o prêmio. A Origem seria a mais merecedora, até mais que A Rede Social. O Discurso do Rei e Bravura Indômita, não creio que levarão a estatueta.

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Mais uma vez, longas com mais ação figuram aqui. Tron: O Legado e Incontrolável tem, inegavelmente, uma bela edição de som. Contudo, acho que quem leva aqui é A Origem, mesmo que eu torça freneticamente por Toy Story 3. Bravura Indômita não parece ser um grande concorrente.


Sobre as demais categorias, não posso falar muito, porque vi pouquíssmos longas. Em Melhor Filme Estrangeiro, só pude acompanhar o mexicano e bonito Biutiful, enquanto em Melhor Curta-Metragem de Animação, somente assisti o (praticamente) perfeito Dia & Noite. Em Melhor Maquiagem, lembro ter elogiado muito o quesito no texto de O Lobisomem, mas não vi os outros dois concorrentes.